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Our Live Performance

As Paisagens

Desde criança eu era encantado por arte. Não apenas a arte feita pelo homem, mas também a arte da natureza e seus mistérios. As belas cores do céu, o barulho das águas, o formato das árvores, o imenso volume de estrelas na noite, as extensas areias de um deserto, o fundo do mar, o Universo, a Vida. Com isso, as músicas se tornavam mais bonitas porque quando eu as ouvia, logo enxergava paisagens dentro da minha mente e imaginava histórias e cenários. Chegou um momento em que consumir arte não era o bastante, eu queria também ser capaz de reproduzir e criá-la. Foi quando, aos 12 anos a música me escolheu e não largou mais.

O Mestre

Decidi que ia começar aprendendo a tocar guitarra. Fui então atrás de um professor que morava na vizinhança e depois que tinha combinado tudo, avisei os meus pais. Isaac Forte, que já não está mais entre nós, foi meu primeiro e um dos mais importantes mestres. Foi ele quem me ensinou os primeiros passos, me deu importantes lições e sua confiança em mim foi fundamental para que eu continuasse com persistência em meu caminho.

As Primeiras Experiências

Aos 13 anos montei minha primeira banda com amigos e passei a adolescência tocando em muitas festas de rock e festivais na minha cidade natal Barreiras/BA e nas cidades da região. Foi a época em que aprendi na prática muitas das coisas mais importantes que um músico pode aprender, como disciplina, companheirismo e força de vontade. Com sorte, tive grandes amigos que estavam junto comigo partilhando estas experiências e contribuindo um com o outro. Éramos adolescentes que nos sentíamos como adultos em cima do palco. Apesar da diversão, nós encaramos aqueles momentos com muita responsabilidade. Isso foi fundamental na minha formação.

A Mudança

Aos 19 anos, já morando em São Paulo, eu senti necessidade de começar a estudar um segundo instrumento. Queria ampliar os conhecimentos e tinha um objetivo. Como passei anos tocando em banda e já havia vivenciado diferentes tipos de situação em se tratando dos palcos, desejava agora tocar aquelas músicas que me chamaram atenção na infância, que me davam frio na barriga, que me faziam imaginar que era eu quem estava tocando. Queria ser capaz de reproduzir, da minha própria forma, os elementos presentes naqueles temas épicos como ‘Carmina Burana’ ou os clássicos de trilha sonora de Ennio Morricone, aquelas obras grandiosas e com lindas melodias. Para cumprir este desafio pessoal, o instrumento que escolhi foi o violão.

Youtube

Por não haver transcrições das músicas que eu queria aprender, na maneira como eu queria tocá-las, eu acabei então tendo que fazer meus próprios arranjos de ouvido. Ainda tocando guitarra em paralelo, acabei não estudando o violão na sua forma de ensino tradicional, já que meu tempo de estudo neste instrumento era dedicado a descobrir maneiras de executar aqueles temas escolhidos para meu repertório. Quando consegui realizar isso, precisava de alguma forma mostrar pras pessoas aquelas minhas “descobertas”. Assim, nasceu meu canal no Youtube. Um resultado da minha pesquisa na criação deste conteúdo para o violão.

Um Novo Passo

Passado algum tempo, por gostar tanto de trilha sonora quis ampliar os conhecimentos mais uma vez e fui atrás de saber mais sobre o assunto. Ao estudar orquestração e aperfeiçoar os conhecimentos em composição as possibilidades de expressão se tornaram maiores e, apesar de nunca ter largado meus instrumentos, queria ir além de pensar a música apenas para a guitarra e o violão. Comecei a enxergá-la de uma forma muito maior. Juntando isso ao fato de que sempre gostei da arte de compor, decidi no início de 2017 que havia chegado o momento de elaborar meu primeiro trabalho autoral que já está em produção e irá nascer na forma de um álbum, que dei o nome de “Aurora”, em 31 de agosto. Acompanhem para descobrir mais sobre este trabalho.

                                                                Luciano Renan

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